Solidariedade cresce em Caxias do Sul e região e favorece comunidades

A ciência e a solidariedade, juntas,  vão nos salvar do coronavírus

Texto: Eliana Santos, Erick Oliveira, Jorge Alves Júnior

 

Grupo de recicladores da reciclagem "Reciclados em Cristo, do Bairro Cristo Redentor, Caxias do Sul

Grupo de Recicladores no do Bairro Cristo Redentor (Foto: Arquivo pessoal)

 

EMPREENDEDORISMO E CORONAVÍRUS

 

A afirmativa é do jornalista e apresentador Márcio Gomes. Ele disse isso após apresentar uma reportagem sobre doação de ovos de Páscoa a crianças carentes.  A afirmação do apresentador faz sentido.  Pois, assim como o vírus se espalha rapidamente e a cada dia mais casos são detectados, também gestos e ações de solidariedade crescem entre as pessoas.  Dessa forma, percebe-se que há uma vontade de ajudar, de fazer algo para o próximo que contagia.

 

Teresinha Rizzon, moradora de Flores da Cunha, fala sobre as ações de solidariedade na cidade. Assim ela se expressa: “Há ajuda de todos os lados e diversas são as formas  de solidariedade”.  Segundo Terezinha, que está no grupo de risco devido a sua idade e não pode sair  de casa,  muitos jovens  se colocaram à disposição para lhe  atender em alguma necessidade.  Assim, comenta  que as pessoas  vêm a sua casa e trazem doações. Assim,  afirma:   “uma família nos presenteou com lenha boa e pronta para o consumo, outras com frutas, legumes…”, afirma, com emoção. Portanto, ela percebe que “em meio ao medo e incerteza, uma onda de solidariedade cresce no município de Flores da Cunha”, conclui. 

PREÇO DO DESCRÉDITO NA CIÊNCIA E NA MEDICINA É ALTO 

 

Mutirão de solidariedade

Como em Flores da Cunha,  em Caxias do Sul também os gestos de solidariedade se espalham. Um grupo de pessoas, liderado pelo padre Renato Ariotti, presta auxílio a famílias de recicladores.  Assim, o padre, que regularmente acompanha os grupos de papeleiros, percebe que, neste tempo de pandemia, as necessidades aumentam. Dessa forma, para ajudar as famílias, uma conta bancária foi criada e, com a colaboração da pastoral familiar da Paróquia do bairro Cruzeiro. Com isso,  às famílias dos recicladores recebem comida e equipamentos de proteção.

 

A divulgação, realizada pelos envolvidos no mutirão e por meio das redes sociais da paróquia, surtiu efeito rápido e as doações chegaram.  Segundo o padre, a ideia foi do Dr. Leoberto Narciso Brancher, juiz desembargador do Estado. “Ele  deu a  ideia de organizar uma conta bancária e pedir a ajuda das  pessoas  para adquirir alimentos, máscara e luvas para os recicladores.” Dessa forma, Ariotti explica que o grupo, denominado “mutirão da solidariedade”, está ajudando quatro reciclagens da cidade:  Monte Carmelo; Reciclados em Cristo, do Cristo Redentor, reciclagem do baixinho no bairro Cruzeiro.  Há ainda, a reciclagem do Paulo próximo ao Campo do Caxias.

 

Pe. Renato com Amarildo que coordena a reciclagem do bairro Cristo Redentora das reciclagens beneficiadas

Pe. Renato com Amarildo, o coordenador de uma das reciclagens beneficiadas (Foto: Arquivo pessoal)

A CONEXÃO ENTRE TECNOLOGIA, SOLIDARIEDADE E CIÊNCIA

A solidariedade ameniza, um pouco, o sofrimento das pessoas

Amarildo Rubinei Moreira, coordenador da reciclagem do bairro Cristo Redentor, destaca que a ajuda do padre,  e seu  grupo,  é um “abraço amigo aos recicladores”.  Pois,  além da ajuda material, a visita aos locais de trabalho, a acolhida, os conselhos e incentivo, fazem toda a diferença. 

Amarildo expressa profunda gratidão por eles  serem “lembrados” em um momento onde há tanta necessidade no mundo. Dessa  forma, diz ainda que tem consciência de que, por estarem nas ruas todos os dias, estão expostos e correndo o risco. Comenta que eles podem ser infectados ao recolherem os materiais. Contudo, afirma:  “Não podemos deixar de fazer nossa parte, caso contrário, a cidade vira um caos. Sabemos que  as luvas e máscaras que recebemos já  ajudam a nos proteger um pouco mais”.

 

Padre Renato  diz que ele mesmo faz a entrega nas reciclagens.  Assim comenta: “Não resolvemos todos os problemas mas, amenizamos um pouco o sofrimento das pessoas.” Conclui.

TECNOLOGIA REÚNE MAIS DE 200 PESSOAS DOS CINCO CONTINENTES 

 

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