Representação feminina já chega a 53% dos gamers

Representação feminina no universo dos jogos tem aumentado e é crescente o interesse desse público pelos games.

Texto: Eliana Santos, Érick Oliveira e Jorge Alves Júnior

 

Representação feminina cresce na prática dos games

Representação feminina cresce na prática dos games ( Foto: Érick  Oliveira)

Segundo dados da  Pesquisa Games Brasil de 2019, do total de jogadores 53% são mulheres. A pesquisa também confirma que 37,7% dos brasileiros jogadores têm entre 25 e 54 anos. Dessa forma, percebe-se que o estereótipo de que os jogos  são pensados para o público infantil ou adolescente não é mais válido. Normalmente,  os smartphones (83,5%),  ocupam o primeiro lugar entre as plataformas mais utilizadas (83,5%). Na sequência vêm os consoles (48,5%), seguidos dos notebook (42,6%), dos desktops (42,4%) e dos tablets (19,6%).

O público feminino prefere jogar usando computadores ou consoles. As mulheres, conforme dados da pesquisa, jogam em torno de três vezes por dia e a duração das sessões  chega a três horas. Outro dado interessante é que quatro a cada 10 jogadoras afirmam que jogar é seu principal entretenimento, reforçando a presença da representação feminina.

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Representação feminina sofre preconceito nos games profissionais

Em relação às mulheres que cresceram jogando no Super Nintendo, há referência a um  grupo de Facebook chamado Super Nintendo Brasil. Algumas participantes do grupo comentaram o assunto. Valquíria Nediester diz que na época de criança nunca sofreu esse tipo de preconceito. Segundo ela, a locadora onde jogava era bem frequentada por garotas. No entanto,  relata  que os games de foco esportivo, como os de futebol, eram, em sua maioria jogados por garotos. Ela afirma: “Eu adorava e me meti mesmo sofrendo algumas piadas, mas é algo que foi ficando meio de lado”.

Também Fabiana Moriyama diz não ter identificado esse tipo de preconceito quando criança, mas que em retrospecto havia elementos que poderiam ser considerados como levemente preconceituosos.  No entanto, ela acredita que “essa questão é mais voltada para gamers profissionais. Aí, sim, é mais fácil identificar o preconceito”, referindo-se a questões mais atuais, como o crescimento de mulheres que jogam online.

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