Preço do descrédito na ciência e na medicina é alto

Preço dos descrédito na ciência e na medicina será alto. Investimentos na saúde mostram-se extremamente importantes neste momento de pandemia


Texto: Eliana Santos, Érick Oliveira e Jorge Alves Júnior

Pessoas na rua em Caxias do Sul, durante a Pandemia

Pessoas na rua, em Caxias do Sul, durante a pandemia | Foto: Érick Oliveira

A CONEXÃO ENTRE TECNOLOGIA, SOLIDARIEDADE E CIÊNCIA

Nos últimos anos, no Brasil, houve  desvalorização das áreas científicas e falta de credibilidade na  pesquisa  de saúde. O foco passou, contudo, para as áreas de economia e segurança. O discurso de muitos políticos, inclusive o do presidente eleito Jair Bolsonaro, era tirar o Brasil da crise econômica. E, também, fortalecer os aparelhos de segurança.

Em artigo publicado pela revista britânica The Lancet em julho de 2019, pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e Reino Unido fizeram um alerta. Segundo eles as políticas de Bolsonaro poderiam fazer retroceder os avanços conquistados pelo SUS em três décadas. Isso teria grande change de colocar  a saúde pública do País em risco.

No balanço do primeiro ano de governo Bolsonaro, os investimentos na área da defesa tiveram alta de 22,1%. Já os  investimentos na saúde caíram 4,3%, conforme o Tesouro Nacional. Esse é o cenário nacional,  no momento em que a pandemia da Covid – 19 se alastra globalmente.

TECNOLOGIA REÚNE MAIS DE 200 PESSOAS DOS CINCO CONTINENTES

Novos hábitos de higiene

Mesmo nesse cenário caótico, podemos ver alguns aspectos transformadores que podem, se adotados permanentemente, ser positivos no futuro. Assim, um desses aspectos  é, justamente, a recuperação da credibilidade nas áreas da saúde e da pesquisa científica. As medidas de contenção tomadas nos estados são a melhor resposta para achatar a curva de contaminação do coronavírus.

Na área da saúde em Caxias do Sul (RS), alguns profissionais opinaram sobre a afirmação do retorno da credibilidade. Sendo assim, o fisioterapeuta Gilson Rocha Weber acredita que as pessoas estão fazendo o necessário no combate ao vírus. “Sou particularmente fã do meu povo. Pois, o povo brasileiro é muito batalhador. Acredito que, dentro das limitações  de cada um, estamos, sim, procurando fazer as mudanças necessárias”.

A cirurgiã-dentista Luciana Benfica concorda que a ciência voltará a ser mais valorizada, e que as pessoas irão mudar hábitos de higiene e etiqueta respiratória, mas crê que devemos avaliar esse efeito em duas parcelas da população. “A população mais humilde, que está sem acesso à informação correta, e a população mais esclarecida, mas que por viés político não respeita as decisões sanitárias.”

SOLIDARIEDADE CRESCE EM CAXIAS DO SUL E REGIÃO

Depois da crise,  a reconstrução

Durante esse momento de pandemia, houve opiniões divergentes sobre a ordem do confinamento para a contenção do vírus. Assim,  a maior preocupação é, justamente, saber como a área econômica é afetada com os milhares de demissões anunciados em todo o País.

Vive-se um momento difícil na história, o Brasil atravessa uma crise política, econômica e de saúde. O número de infectados e o de óbitos logo será seguido pelo de demissões e de falências.

Não é  segredo que o País e o mundo terão que passar pelo período mais caótico dos últimos anos. Contudo,  vale pensar que depois de toda crise há o retorno à normalidade. Já houve momentos piores na história e sobrevivemos. As possibilidades de reconstrução serão inúmeras, e as transformações positivas podem ser uma realidade.

CORONAVÍRUS E EMPREENDEDORISMO

Credibilidade na ciência e na medicina recua

População na praça Dante, mesmo com orientação para ficar em casa | Foto: Érick Oliveira

 

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