O Brasil no Espaço

 No Brasil, não há um tipo de satélite semelhante ao Hubble. No entanto, existem diversos estudos em baixas órbitas, que auxiliam projetos de institutos e universidades ligadas à área espacial.

Texto: Brenda Luísa Dalcero e Maurício Carvalho

A estudante de Engenharia Aeroespacial da UFSM, Maria Gatelli, identifica o reconhecimento mundial que o Instituto de Física da UFRGS tem sobre o estudo de buracos negros supermassivos.

De acordo com a estudante, que participa de um projeto para a aeronáutica brasileira, os avanços espaciais brasileiros abrangem o desenvolvimento de satélites (micro e nanossatélites). Maria destaca a parceria entre Brasil-China na produção de satélites, os Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres (CBERS). Além disso, há a parceria na captura de dados ambientais da Amazônia, os Satélites de Coleta de Dados. Outro exemplo é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, de uso civil e militar.

Maria ressalta, também, como importante no cenário brasileiro espacial, o desenvolvimento do Amazônia I. O satélite, totalmente brasileiro, está em fase final de integração e testes no Laboratório de Integração e Testes, em São Paulo.

A professora Thaisa Bergmann, chefe do grupo de pesquisa em Astrofísica da UFRGS aponta o empenho do astronauta Marcos Pontes, atual Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como fundamental para que o Brasil possa ter um programa espacial mais ativo no futuro. “Quanto à ciência, temos muitas colaborações internacionais e acesso a vários satélites, como no meu caso ao Hubble, ao Chandra, ao Spitzer, ao Swift, ao Herschel, entre outros. Seria bom se participássemos mais ativamente já no desenvolvimento de alguma das missões futuras”, acrescenta.

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A SITUAÇÃO DE ALCÂNTARA

Em 2019, o Brasil assinou com os Estados Unidos uma polêmica parceria que autoriza a utilização do Centro de Lançamento de Alcântara para fins comerciais. O acordo foi promulgado no início de 2020, mas as atividade devem iniciar apenas em 2022. A base de Alcântara, no Maranhão,  é uma das mais bem localizadas do mundo, pois está a apenas dois graus da linha do Equador. De acordo com informações da FAB, essa proximidade resulta em uma economia entre 13% e 31% de combustível no lançamento. Outras vantagens do CLA são:

  • condições favoráveis de segurança para lançamentos polares e equatoriais, pois a subida inicial do veículo ocorre sobre o oceano;
  • clima favorável, com pequena variação de temperatura, pouca chuva e vento;
  • estabilidade geológica;
  • baixa densidade demográfica da região;
  • facilidade do suporte logístico.

Base de lançamento de foguetes localizada no Centro de Lançamento de Alcântara | Foto: Evaristo Sá/AF

De acordo com declarações do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Brasil pode potencializar seu programa espacial a partir do acordo com os Estados Unidos. Com o aluguel de Alcântara, a FAB estima que será possível arrecadar R$ 140 milhões por ano. O valor é cinco vezes maior do que a média do orçamento anual do programa espacial brasileiro. Ainda em 2019, Pontes também se reuniu com executivos da SpaceX. De acordo com declarações, o objetivo foi tratar de possíveis lançamentos de foguetes e satélites da empresa no Brasil.

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