Games têm legislação e tarifas próprias

 

Apesar dos impostos de games terem baixado nos últimos anos, a adesão pela pirataria sempre foi alta no Brasil.

Texto:  Eliana Santos, Érick Oliveira e Jorge Alves Júnior

Games têm legislação e tarifas próprias

Games têm legislação e tarifas próprias (Fotos: Érick Oliveira)

 

O Super Nintendo  foi lançado oficialmente no Brasil somente em 1993. Contudo,  isso não impediu a popularidade do console no País. Muitos o haviam  importado ou comprado diretamente no exterior em 1990. Sendo assim, fez muito sucesso em casas e locadoras na época. O videogame teve vida longa no Brasil, enquanto em outros países sua relevância havia diminuído desde 1996. Isso devido ao lançamento de consoles focados em gráficos 3D. Mesmo assim,  era comum ver-se a comercialização do Super Nintendo e seus jogos nos anos 2000.

Uma questão que acompanha os consumidores de videogame há décadas no Brasil é a do alto preço. O Imposto sobre Produtos Industrializados  (IPI ), que  variava, até recentemente, entre 20% a 50%. Um decretorebaixou as alíquotas  para 16% a 40%. De qualquer forma, os preços ainda se mostram salgados para muitos jogadores.

Por conta disso, quando se trata de videogames, o Brasil sempre teve maior calcada na pirataria.  Assim,  quando os videogames não eram fiscalizados oficialmente com tanta força, era comum a realização do desbloqueio de consoles e a gravação massiva de cópias dos jogos originais.

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No Brasil games até “trocaram” de nome

Na época do Super Nintendo, a produção pirata de cartuchos era um pouco mais complicada. Alguns jogos ainda eram comprados oficialmente, mas o preço das cópias ainda eram mais agradáveis aos consumidores, que optavam por pela pirataria.

Um exemplo eram as fitas piratas de games de futebol,  versões hackeadas que adicionavam jogadores brasileiros famosos da época. O jogo International Superstar Soccer se tornou o Ronaldinho Soccer ‘97 no Brasil. Esse hábito foi levado adiante por gerações, inclusive no  Playstation 2 (PS2) com os chamados Bomba Patch, que são hacks de games de futebol mais recentes.

Na era seguinte, quando a mídia principal de games se tornou o CD e o DVD,  muito mais fáceis de gravar em comparação com os cartuchos, a pirataria dominou consoles como o PS1 e PS2. Assim, percebe-se que, de certa forma, a cultura de games no Brasil pode ter crescido por conta da facilidade do acesso aos jogos pirata.

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